[Entrevista] Beatriz Cortes - Tomo Literário


Beatriz Cortes é uma autora jovem. Psicóloga com 23 anos e nascida no interior do Rio de Janeiro, é leitora assídua desde a infância. Beatriz é a autora de três livros publicados pela Novo Século Editora em seu selo principal, O outro lado da memória, Por uma questão de amor e Aonde quer que eu vá. Publicou ainda Meu doce azar, em que discute com bom humor o importante papel da mulher na sociedade. A escritora falou ao Tomo Literário sobre seus livros, o contato com a literatura, o cenário literário e muito mais. Confira.

Tomo Literário: Você recorda do seu primeiro contato com a literatura? Como foi? E quando e como você decidiu tornar-se escritora?

Beatriz Cortes: O primeiro romance que li foi “Depois daquela viagem”. Eu lia gibis, contos, poesias, porém, esse romance me marcou mais. Decidi me tornar escritora quando percebi que poderia tocar o coração de muitas outras pessoas sem conhecê-las, e até ajuda-las de uma forma indireta.

Tomo Literário: Por uma questão de amor, um de seus livros, aborda a morte. Como surgiu a ideia do livro?

Beatriz Cortes: Acho a morte um tema comum a todo o ser humano e, ainda assim, muito evitado. A dor e o luto são duas palavras que estão interligadas com a morte e falar disso foi muito desafiador. Todo mundo já passou por algo parecido um dia, ou ainda irá passar. Se identificar com a dor do outro nos modifica como pessoa. E acho que essa foi a ideia principal do livro, deixar que a empatia pelo sofrimento do outro nos modifique.

Tomo Literário: Quanto tempo levou o processo da escrita até a publicação do livro? Qual foi a etapa mais complexa?

Beatriz Cortes: Um ano, mais ou menos. A etapa mais complexa foi interligar os personagens dessa história aos personagens do meu primeiro livro, O outro lado da memória.

Tomo Literário: Aonde quer que eu vá é outro de seus livros e traz um romance que envolve um paradoxo de uma esportista em relação a pressão de um campeonato mundial e o amor pelo esporte. Como foi o processo de desenvolvimento desse livro?

Beatriz Cortes: Acredito que esse tenha sido o mais complicado de todos. Precisei estudar sobre o esporte, sobre as doenças mais comuns nesse âmbito e, principalmente, conhecer pessoas que passaram por isso. Foi um laboratório bem interessante e que, apesar de todo o cuidado que tentei tomar por falar de um assunto que não era comum ao meu dia-a-dia, nem tudo saiu como o planejado. Apesar de todo o processo, o livro ficou exatamente como eu queria. Foi interessante, desafiador e inédito para mim.

Tomo Literário: Até que ponto a sua formação como psicóloga contribui para a criação de personagens?

Beatriz Cortes: Acho que contribui em tudo. Gosto de construir personagens complexos, com pensamentos diferentes, opiniões diferentes. Acho que a psicologia faz com que eu consiga evoluir o personagem no decorrer do livro sem me perder. Acredito que faz tudo ficar ainda mais intenso também, e eu amo personagens intensos.



Tomo Literário: O outro lado da memória foi publicado em 2014. De lá pra cá o que mudou no seu processo e no estilo de escrita?

Beatriz Cortes: A segunda edição foi lançada em 2014, e a primeira em 2013. Meu processo e estilo de escrita mudou drasticamente. Antes eu estava na faculdade, e tinha que me dividir para escrever. O que acabava me deixando um pouco enrolada. Hoje consigo me dedicar mais, fiz cursos, leio mais e, apesar de todos os meus deveres com a psicologia, consigo lidar muito melhor com o tempo. Na maioria das vezes, escrevo a noite, e gosto de silêncio.

Tomo Literário: Em Meu doce azar você discute o papel da mulher na sociedade. Como você sente o protagonismo feminino na literatura? As mulheres (personagens e escritoras) tem conquistado mais espaço?

Beatriz Cortes: Todos os meus livros têm protagonistas femininas, algo que sempre quis fazer porque acho que temos que ter esse papel, não importa se em um livro ou se na vida. A mulher precisa se colocar em todos os lugares, porque ela pode. A maior parte dos escritores que conheço são mulheres e sinto muito orgulho disso. Acho que temos que nos ajudar, incentivar o trabalho uma da outra e fazer o máximo para propagar essa ideia.

Tomo Literário: Como você vê o cenário literário nacional atual? Quais são os maiores desafios para o escritor?

Beatriz Cortes: Acho que o mercado literário nacional tem ficado cada vez mais acessível, o que ajuda bastante o escritor. Mas ao mesmo tempo, tem estado bem exigente e crítico, o que também considero bom para que nossa literatura evolua. Acredito que ainda possa melhorar muito, principalmente para dar chance a novos autores, mas temos caminhado bem.

Tomo Literário: De modo geral o que te move a escrever?

Beatriz Cortes: Com toda a certeza do mundo, o que me move a escrever é a ideia de que posso alcançar pessoas que nunca vi com minhas palavras. Às vezes, tudo o que alguém está precisando é de escutar algo que o motive, que o ensine, que o faça refletir. E o livro tem esse poder.

Tomo Literário: Você está trabalhando em algum novo projeto literário? Pode nos contar?

Beatriz Cortes: A continuação de Meu doce azar sairá em breve, se chama: Minha amarga sorte. Estou com um romance pronto e um outro chick-lit no forno. Em breve darei mais informações.

Beatriz Cortes | Foto: Divulgação

Tomo Literário: Quais são os escritores que você admira ou que exerceram alguma influência sobre o seu trabalho como escritora?

Beatriz Cortes: Meu autor preferido é Gustave Flaubert, mas admiro muito autores como J.K. Rowling, Nicholas Sparks, Samanta Holtz, Laura Conrado, Erich Fromm, Clarice Lispector...

Tomo Literário: Que livros, de quais gêneros, você recomenda aos leitores? De que forma esses livros te tocam?

Beatriz Cortes: Meu gênero preferido é o romance. Aprendi a gostar do chick-lit também porque o considero critico e leve, mas o romance dramático sempre será meu preferido. Gosto de fantasia (minha série preferida é Harry Potter), leio algumas biografias também. Acho que você tem que ler o que gosta, o que sente prazer, o que te diverte e, principalmente, o que te traz coisas boas.

Tomo Literário: Deseja deixar algum comentário para os leitores?

Beatriz Cortes: Quero agradecer sempre, porque não teria nada do que tenho hoje no meu trabalho se não fosse por eles. Obrigada por sempre apoiarem meu trabalho, meus livros, por acreditarem em mim e por estarem sempre dispostos a conhecer novas histórias, novos personagens, novos amores. Obrigada <3.

Conheça os livros de Beatriz Cortes


O outro lado da memória

Luíza Bedim, uma jovem talentosa e cheia de sonhos, sofre uma grande decepção com a pessoa que mais ama. Depois desse período, é perseguida pelo medo e pela dor profunda do ocorrido. A garota acredita que nunca mais será feliz, e vive alimentando-se de sua solidão.
Anos depois, ela conhece Arthur, um aluno novo que chama a atenção de todos por se tornar o capitão do time de basquete da escola. Luíza o ignora no início, porém, por conta de uma confusão, é obrigada a passar uma hora com ele em alguns dias da semana. Entre muitas brigas e discussões, o garoto mostra-se alguém que Luíza não esperava: uma pessoa capaz de fazer com que ela reflita sobre seu passado. Luíza, então, descobrirá que só é possível encontrar a felicidade se lutar por ela.


Por uma questão de amor

Após presenciar a morte de seu irmão mais velho em um trágico acidente, Lorena vive um luto que parece nunca ter fim. Um sofrimento que só é mais suportável com a ajuda de seu melhor amigo, Daniel. Após passar para a Faculdade de Medicina na UFRJ, Lorena encara essa oportunidade como uma forma de sair de Angra dos Reis e tentar deixar o passado para trás. Na Cidade Maravilhosa, se apaixona perdidamente e esse amor proibido chega para transformar sua vida. Ela descobrirá que também existem consequências para quem escolhe amar. Por uma questão de amor é um romance cheio de aventuras, suspense e que o levará a conhecer os extremos do amor verdadeiro que nos leva a lugares inimagináveis.


Aonde quer que eu vá

O sonho da vida de Ester se realizou. A Confederação Brasileira de Ginástica a escolhe como representante nacional nos Jogos Olímpicos em Sydney, 2000. Ester vivencia um paradoxo entre o caos de um campeonato mundial e seu amor incondicional pelo esporte, tendo que vencer seus próprios medos e conflitos longe de sua família. O pior acontece; a ginasta, abalada, volta ao Brasil, onde um reencontro inesperado renova sua esperança. Mas será o amor a força suficiente para mover não apenas seu corpo, mas todo seu coração? 

Tocante e profundamente sensível, este romance irá te emocionar e te fará enxergar que a felicidade é possível mesmo diante das incompreensíveis surpresas do destino. 


Meu doce azar

Quando a sorte é sua grande inimiga, conquistar o cara ideal é quase uma missão impossível
Alice é uma engenheira bem-sucedida que acaba de descobrir que carrega na cabeça um belo par de chifres. Inconformada com a situação, resolve abandonar o passado e seguir um novo caminho.

Mediante às suas novas escolhas, Alice é apresentada ao ruivo que produz nela sentimentos até então desconhecidos, pelos seus 25 anos. Para conseguir chamar a atenção do “Ed Sheeran” brasileiro, ela conta com a ajuda de sua melhor amiga encalhada e seu irmão gêmeo desajeitado.

Um romance azarento e fofo, Meu doce azar vai lhe trazer ótimas gargalhadas e a seguinte “incógnita”: dá para conquistar o amor da sua vida sem um empurrãozinho da sorte?

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