[Resumo da Semana] 12 até 18 de novembro de 2017



Perdeu alguma postagem do blog na semana de 12 até 18 de novembro? Confira tudo que rolou por aqui. Teve entrevista, lançamento, sessão de autógrafos, evento internacional, resenha e muito mais.

12 de Novembro – Você faz a diferença? Caçados de bons exemplos.

12 de Novembro – Rosinha autografa livro Mar de Cecília, uma homenagem à obra de Cecília Meireles. O evento acontece na Feira do Livro de Porto Alegre.

13 de Novembro – Papo divertido com a Gabriela Brandalise sobre a febre do momento (mundo do k-pop e k-dramas) no lançamento do livro Pule, Kim Joo So!

13 de Novembro – Resumo da semana anterior.

13 de Novembro – Editora Illuminare participa da 4ª Feira do Livro Livre em Buenos Aires.

14 de Novembro – Livro propõe novo olhar sobre o cotidiano. Cantigas Cotidianas, de Lucas Alvim, lançamento da Editora Penalux.

14 de Novembro – O famoso gato Manda Chuva encontra a turma do Scooby-Doo em Espírito dos Animais, lançamento da Boa Nova.

14 de Novembro – Livros do autor Mauro Felippe.

15 de Novembro – Lançamento do livro Pule, Kim Joo So. Sessão de autógrafo em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

15 de Novembro – Chega ao Brasil livro que conta a história de Zlatan Ibrahimovic.

16 de Novembro – Resenha do livro Crônica de Uma Morte Anunciada, de Gabriel García Márquez, publicado pela Editora Record.

16 de Novembro – Sorteio de uma Caneca Caveira no Instagram. E mais, um coração DarkSide e 20 marcadores.

17 de Novembro – Concurso Literário #ÉCoisadePreto, da Rico Editora.

17 de Novembro – Entrevista com o escritor Robson Gundim.

17 de Novembro – Ordem Vermelha é o primeiro livro nacional de fantasia publicado pela Editora Intrínseca.

18 de Novembro – Os lugares que crianças criam para se proteger. Lançamento da Editora Boa Nova: A Bolha de Maju, de Karina Picon.

18 de Novembro – Braz Chediak continua surpreendendo: acaba de lançar, pela Editora Penalux, Uma Corruíra na Varanda.

Morte na Rua Hickory – Agatha Christie



“A Srta. Lemon, aquela mulher feia e eficiente, jamais cometia erros. Nunca adoecia, nunca se cansava, nunca se irritava e não se equivocava. Não era uma mulher. Era uma máquina. A secretária perfeita. Sabia tudo, resolvia tudo. Organizava a vida de Poirot de modo que esta também decorresse com a regularidade de uma máquina.”

Ordem e método são palavras que formam o lema da vida do detetive Hercule Poirot. Quando sua secretária perfeita comete três erros numa mesma carta, ele desconfia que algo de estranho esteja acontecendo. Numa conversa com a secretária ela revela que sua irmã – Sra. Hubbard -  que trabalha numa albergue de estudantes localizado na Rua Hickory, número 26, anda preocupada com o que tem acontecido na habitação. O motivo da preocupação de Hubbard é o desaparecimento misterioso de objetos.

Brincos, isqueiro, mochila, batom, sapato de festa, sais de banho, estetoscópio, anel de brilhantes e até uma calça velha de flanela estão entre os itens que desapareceram. Poirot acha tudo incrível e absolutamente fascinante. Os objetos, por si só, são intrigantes, vez que podem levar a crer que agradariam a qualquer tipo de criminoso, ou melhor, vários tipos de criminosos. Ou ainda, pode nos levar a crer que parecem objetos insignificantes, que em nada se revelaria lucrativo para quem os subtraiu, exceto o anel de brilhantes.

O detetive belga conduz uma investigação sobre o sumiço dos objetos. Vai até o albergue e conversa com os habitantes do local. Quando tudo parecia esclarecido, ocorre um misterioso assassinato. Um dos moradores do albergue é envenenado. Logo, percebe-se que o caso não era apenas um leve crime de cleptomania. Que relação há entre aqueles objetos que foram roubados? Eles tem relação com a morte da vítima?

Originalmente, Morte na Rua Hickory foi publicado em 1955. A edição objeto da presente resenha foi a publicada na Coleção L&PM Pocket em 2016, com 224 páginas e tradução de Bruno Alexander.

Em mais uma trama surpreendente, Agatha Christie coloca as células cinzentas de seu célebre detetive a serviço da solução de mistérios. Nesse caso, mistério que envolve o desaparecimento dos objetos e a morte de um dos moradores do albergue que fica na rua que dá nome ao livro.

Na trama há histórias em segundo plano que vão sendo descortinadas por Poirot e se revelam ao leitor na medida em que a narrativa avança. Camadas que se deslocam a partir do foco central e que tornam o livro ainda mais interessante. Um quebra-cabeça daqueles que Agatha Christie é capaz de construir com naturalidade. Atentem-se sempre aos diálogos e ao que fala o nosso pequeno grande e notável detetive.

“... as peças já estão encaixadas.” – Revela Poirot no capítulo dezenove.

As conexões entre passado e presente também são utilizadas pela Rainha do Crime nesse romance policial. É um bom livro. Começamos a ler e não nos damos por satisfeitos até que a história seja concluída. Os mistérios e as surpresas pegam o leitor.

Foto: Reprodução
Sobre a autora

Agatha Christie é a autora mais publicada de todos os tempos. Em uma carreira que durou mais de cinqüenta anos, escreveu romances de mistério, contos, peças de teatro, uma série de poemas e livros autobiográficos, além de romances sob o pseudônimo de Mary Westmacott. Dois de seus personagens tornam-se mundialmente famosos: o engenhoso detetive belga Hercule Poirot e a irrepreensível e implacável Miss Jane Marple. A obra de Agatha Christie foi traduzida para mais de cinqüenta línguas e muitos de seus livros foram adaptados para o teatro, o cinema e a televisão. A autora colecionou diversos prêmios ainda em vida, e sua obra conquistou uma imensa legião de fãs. Ela é a única escritora de mistério a alcançar também fama internacional como dramaturga e foi a primeira pessoa a ser homenageada com o Grandmaster Mystery Writers of America. Em 1971, recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico. Agatha nasceu em 15 de setembro de 1890 em Torquay, Inglaterra, e faleceu em 12 de janeiro de 1976, após uma carreira de sucesso.

Ficha Técnica

Título: Morte na Rua Hickory
Escritor: Agatha Christie
Editora: L&PM
Edição: 1ª
ISBN: 978-85-254-3404-3
Número de Páginas: 224
Ano: 2016
Assunto: Ficção inglesa

Quando ser albino representa perigo de vida


A denúncia sobre a perseguição e agressões contra os negros portadores de albinismo em alguns países da África é o ponto de partida do livro Beijados pelo Sol, lançamento da Editora do Brasil

Especialista em temáticas africanas, o escritor Rogério de Andrade Barbosa escreveu “Beijados pelo Sol”, após conhecer o sofrimento dos portadores de albinismo na África, onde relatórios oficiais indicam 129 pessoas assassinadas e 181 mutiladas em 23 países daquele continente até 2014.

Barbosa visitava a África em busca de subsídios para outros trabalhos, quando se comoveu com a perseguição sofrida por crianças albinas, que têm partes do corpo retiradas e usadas em rituais de magia, cujos praticantes acreditam que o membro ou corpo de um albino, pode trazer força, sorte ou azar. A prática movimenta um comércio clandestino, no qual um membro pode custar 2 mil dólares e um corpo inteiro, 75 mil dólares.

No livro, Barbosa relata a história de um garoto, Kivuli, que nasceu com albinismo, no interior da Tanzânia, país com incidência de albinismo na África. Kivuli tentava entender a diferença com os amigos e sabia dos riscos que ele corria, até de morrer. Tudo, só porque era diferente dos outros. Ele se protegia do sol na sombra das árvores ao ir para escola, mas um dia foi sequestrado e levado para longe.

A narrativa do escritor presenteia o leitor com um ‘thriller’ de suspense, perseguições, fugas e superstições, num ritmo de aventura com a luta e fugas do herói juvenil para se libertar. Essa movimentação faz com que o leitor, especialmente o mais jovem - alertado pela gravidade da denúncia e do perigo que envolve o personagem principal -  se prenda ainda mais ao livro, interessado no desfecho da história.

A ideia é fazer com que a história de Kivuli sensibilize e sirva de alerta e inspiração para as pessoas que lutam contra o preconceito e pela igualdade e respeito, mesmo para quem é diferente. No Brasil, por exemplo, onde é maioria, a população negra ainda sofre todo tipo de preconceito.

Na África, os portadores de albinismo, além das mutilações de mãos, pés, cabelo, olhos e outras partes do corpo, também sofrem com outros tipos de ataques e agressões menores, como o bullying, tipo de agressão que também é registrada em outros países e continentes.

O livro conta com apresentação da jornalista Patrícia Campos de Toledo, autora de reportagem especial sobre o assunto no jornal Folha de S. Paulo.

As ilustrações são de John Kilaka, que nasceu e mora na Tanzânia e é um artista premiado na Europa e na África. Ele usa em sua arte a tradição da “tingatinga”, um estilo imortalizado por um artista da Tanzânia, para conferir um colorido especial às ilustrações.
 
Ficha Técnica:

Título: Beijados pelo Sol
Autor: Rogério Andrade Barbosa
Iustrações: John Kilaka
Formato: 14 × 23 cm
Número de Páginas: 72 páginas

Sobre o autor:

Rogério Andrade Barbosa é professor, contador de histórias e escritor. Formado em letras pela UFF, fez pós-doutorado na UFRJ. Foi durante dois anos professor voluntário a serviço das Organizações das Nações Unidas (ONU), em Guiné-Bissau, na África. Desde então, dedica boa parte de sua carreira ao estudo da história e literatura oral do continente Africano. Em 30 anos como autor de Literatura Infantil e juvenil, publicou mais de 100 títulos; alguns deles traduzidos em vários países, como Alemanha, Argentina e Espanha. Foi premiado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), em 2005, e o Prêmio OPri 2007, da Secretaria da Cultura do Rio de Janeiro.

Sobre o ilustrador:

John Kilaka nasceu em Sumbsbawanga, sudeste da Tanzânia. Aos 21 anos se mudou para a cidade de Dar es Salam para aprimorar os estudos. É artista há mais de 26 anos e suas obras já foram expostas em diversos país, com Suíça, Alemanha, Dinamarca e Suécia. Ilustrou livros infantis e escreveu histórias que obtiveram sucesso e premiação internacional e foram traduzidas para muitas línguas. Também ministrou cursos e oficinas de arte, além de participar de projetos de leitura, um dos quais ensina crianças órfãs a contar e a escrever histórias para livros infantis, ajudando-as a desenvolver habilidades na escrita. É um projeto bem-sucedido, pois toda a renda com a venda dos livros é revertida para elas. E tudo isso promovendo a literatura! Até agora foram 14 obras publicadas em três idioma: swahili, inglês e sueco.

Sobre a Editora do Brasil:

Fundada em 1943, a Editora do Brasil atua há mais de 70 anos com a missão de mudar o Brasil por meio da educação. Como empresa 100% brasileira, foca a oferta de conteúdos didáticos, paradidáticos e literários direcionados ao público infantojuvenil. Foi fundadora da CBL, SNEL, FNLIJ, IPL e da Abrelivros. Os títulos estão disponíveis para comercialização por meio da loja virtual da Editora Brasil (http://www.editoradobrasil.com.br/lojavirtual/) ou nas lojas físicas, em São Paulo (Rua Conselheiro Nébias, 887 Campos Elíseos, São Paulo - SP), Rio de Janeiro (Rua do Bispo, 150 - Rio Comprido-RJ) e Natal (Rua dos Caicós, 1533 Alecrim, Natal- RN).

Poemas do Fim do Mundo - Eriberto Henrique



Poemas do Fim do Mundo, de Eriberto Henrique, foi publicado pela Editora Autografia em 2017 (87 páginas).

Trata-se de um livro de poesias que, conforme relata o autor na contra-capa, “surgiu como uma brincadeira”. Os poemas presentes na obra foram escritos pelo poeta entre novembro de 2012 e março de 2013.

A proposta de tais poemas é abordar o fim de ciclos, para que novos despontem. Retratam, pois, acontecimentos da vida do autor e de pessoas que ele conhece (ainda que, claramente, não sejam elas identificadas nos poemas). É a observação do poeta sobre as coisas, acontecimentos e pessoas que faz emergir o seu eu poético que se revela nas poesias que tomam as páginas do livro.

No primeiro poema, por exemplo, expressa-se a própria vontade de ser poeta: “Ah! Se eu fosse poeta...” – lê-se nos versos. Em outro poema temos a busca do poeta por seus versos, o que se ratifica no trecho: “Eu preciso encontrar meus versos!” Quem mais desejaria encontrar versos, se não o ser poeta? Este se consolida e se expressa, nos brindando com o brincar com as palavras, através de sua observação.

Um adeus e a saudade de um amor, o amanhecer de um novo dia com o sol raiando, a sensação de diversos sentimentos, a busca do poeta por sua poesia e sonhos também aparecem nos poemas.

Em uma das poesias (Aquele tempo pra mim) a voz de quem escreve ultrapassa o gênero. Mesmo sendo escrita por um homem, emana pelo verso a foz feminina que diz: “Estou cansada de estar cansada!” ou em Sacerdotisa de Apolo, em que as letras revelam: “Vivi acolhida nos braços do meu Deus”. Assim é a poesia, não se limita ao gênero de quem a escreve.

Despedidas, ilusões, o som do silêncio, a beleza de alguém desconhecido, a necessidade de criar para si um novo mundo, também são temas abordados.

Poemas do Fim do Mundo é um livro que pode ser lido numa única sentada, como costumamos dizer. Transborda as impressões de um poeta que se faz poeta, tendo a construção da própria poesia se revelando.

Ao todo o leitor vai se lançar em quarenta e nove poemas que servem de “despedida de um ciclo que, acabando o mundo ou não, iria se findar para que novos ciclos se formassem, ou melhor, novos mundos”.

O livro foi escrito num período em que o fim do mundo era uma hipótese cogitada. Poemas do Fim do Mundo veio a calhar. E se assim é, deixo a recomendação para que leia antes que o mundo acabe.

Foto: Reprodução
Sobre o autor

Eriberto Henrique da Silva nasceu em 04 de abril de 1985, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, PE. Serviu nas Forças Armadas de 2004 a 2008. Atualmente trabalha na segurança de uma empresa de comunicação. Poeta e ilustrador desde criança, tem mais de 1600 poemas escritos. Também escreve cartas, crônicas, contos e romances. Foi professor de desenho pelo projeto escola aberta. Participou do fanzine Mundo Lama Livre Caos no ano de 2009 e da antologia Verão Caliente em 2015. Apaixonado por literatura, a enxerga como uma libertadora de mentes e sentimentos.

Você pode conferir a entrevista com Eriberto Henrique concedeu ao Tomo Literário (Clique aqui).

Ficha Técnica

Título: Poemas do Fim do Mundo
Escritor: Eriberto Henrique
Editora: Autografia
Edição:
ISBN: 978-85-518-0164-2
Número de Páginas: 87
Ano: 2017
Assunto: Poesia brasileira