[Entrevista] Glau Kemp - Tomo Literário


Glau Kemp é escritora de terror e suspense. Autora de Quando o Mal Tem um Nome, atua como Editora da Revista Amazing e como colunista do site Boca do Inferno. Ao Tomo Literário ela falou sobre seus livros, o mercado de terror e suspense para mulheres, os 13 Malditos, novos projetos e muito mais. Confira a entrevista.

Tomo Literário: Como foi o seu primeiro contato com a literatura e como resolveu se tornar escritora?

Glau Kemp: Foi muito natural, desde criança eu gostava de ler e escrever, mas foi somente há três anos que tomei a escrita como profissão e comecei a estudar depois de concluir meu primeiro livro que foi Sangria: O último dia de outono, disponível no Sweek e no Wattpad. Fiz alguns cursos de escrita criativa e um curso para editores. Tranquei a faculdade de Medicina Veterinária e atualmente me dedico exclusivamente a carreira de escritora.

Tomo Literário: Quando o mal tem um nome foi lançado no em 2017 na Amazon. Como surgiu a história desse livro?

Glau Kemp:  A sementinha foi plantada quando eu li uma reportagem sobre um convento na Irlanda onde foram encontrados quase 800 ossadas de crianças em uma fossa séptica. Pesquisei muito o assunto, porque minha intenção era escrever um livro baseado em um caso real e acabei descobrindo alguns equívocos e abandonei a ideia, mas foi através da pesquisa que essa história nasceu.

Tomo Literário: Você já organizou antologias, como Arquivos do Mal, lançada pela Editora Coerência e agora está organizando a antologia Creepy Pastas, da Lendari. Como é a sensação de estar do outro lado da publicação editorial?

Glau Kemp: É um momento de muito trabalho e aprendizagem. O processo de seleção é bem longo e são várias conversas com o editor para chegar no time de contos selecionados. Sem dúvida é uma grande oportunidade para carreira de qualquer escritor e hoje eu estou em uma fase excelente em que posso escolher quais projetos fazer parte.



Tomo Literário: Como você tem visto o espaço conquistado por escritoras no gênero de suspense/policial/terror?

Glau Kemp: Ainda é pouco. Quase não temos espaço em eventos e mesas de debate sobre o gênero. O terror ainda é um ambiente muito masculino, mas aos poucos nós vamos conquistando leitores e eles abrem as portas do mercado editorial para as escritoras de terror.

Tomo Literário: As plataformas de publicação como Amazon e Wattpad tem sido uma boa forma de conquistar leitores?

Glau Kemp: A Amazon é um divisor de águas na minha carreira e sempre tive vontade de lançar um livro na plataforma. São muitas as histórias de sucesso de escritores que saíram da Amazon direto para uma grande editora e é esse o caminho que eu quero trilhar. O Wattpad também já alavancou a carreira de muitos escritores, mas é na Amazon que reside a prova de fogo capaz de convencer um editor de seu potencial, porque é possível ver se o livro vende e se é bem avaliado pelos leitores.

Tomo Literário: Você organizou o grupo de autores que formaram os 13 Malditos. Como foi a receptividade do público em relação a ação de disponibilização dos e-books que fizeram na Amazon? Podemos aguardar novidades dos 13 Malditos?

Glau Kemp: Surpreendente!!! Eu mesma não esperava tantos downloads, foram mais de 10 mil livros baixados e a repercussão ainda está muito grande. Muitos escritores querem participar e eu pretendo fazer outras edições com escritores diferentes. Podem aguardar novidades dos 13 Malditos!!!

Tomo Literário: O que te move a escrever?

Glau Kemp: A melhor versão de mim é a Glau escritora. Fico mais leve e feliz. Quando passo alguns dias sem escrever sinto que tem algo errado e não durmo direito. É uma terapia, uma necessidade que virou profissão. 





Tomo Literário: Tem algum novo projeto literário vindo por aí? Pode nos contar um pouco sobre ele?

Glau Kemp: Estou organizando a antologia Creepy Pastas: Lendas da internet da Editora Lendari. Fiquei muito feliz com o convite do Mário Bentes, já fazia tempo que eu queria trabalhar com a Lendari. Sempre recomendo a editora que tem um catalogo muito coerente e uma identidade que eu me identifico muito. Estamos recebendo contos até 28 de fevereiro então ainda dá tempo de se inscrever.

Tomo Literário: Que autores você recomenda ou quais autores influenciaram o seu trabalho como escritora?

Glau Kemp: Recomendo de olhos fechados qualquer trabalho da Juliana Daglio e da Claudia Lemes. Cada uma com seu estilo conseguiu me conquistar como leitora e ambas tem livros que flertam com o sombrio e o obscuro que eu tanto amo.

Tomo Literário: Que livros, de quaisquer gêneros, você indicaria aos leitores e de que maneira esses livros te tocam?

Glau Kemp: Eu indico dois livros que te fazem refletir imensamente sobre si mesmo e a sociedade ao seu redor. Foram duas leituras que me marcaram muito e eu sempre recomendo:

O Conto da aia de Margaret Atwood.

Eu, robô de Isaac Asimov.

Tomo Literário: Quer deixar algum comentário para os leitores?

Glau Kemp: Sempre que posso agradeço muito meus leitores. Tudo de bom que aconteceu na minha carreira foi por incentivo e apoio deles. É por isso que todo livro que escrevo eu dedico a vocês, leitores queridos que me acompanham em tudo. Quando o mal tem um nome é um grande sucesso e esse é o maior presente que vocês poderiam me dar. Obrigada!

Conheça os livros de Glau Kemp



Quando o mal tem um nome

“Sinto medo. O tipo de medo que persegue até a presença de outras pessoas. Segue até a luz e entra nas cobertas. Não está debaixo da cama ou dentro armário. Está em minha pele e tem um nome. Não pergunte. Não descubra. Nunca saiba o nome do seu medo, ou irá chamá-lo... Seus lábios podem estar selados, mas sua mente repetirá: Donavan... Donavan... Donavan.”

Na Aparecida dos anos 70, uma cidade erguida no centro de um milagre, conhecemos a história de Marta e sua filha Clara. De sua terra cultivada por fé a malignidade cresce no coração de uma mãe devota. As orações que a padroeira não atende são feitas agora para eles: anjos caídos. Ela não deveria saber o nome do demônio que atendeu sua prece, e a abominação despertada é tão grande que todos vão pagar pelo seu pecado. O mal só precisava que alguém o chamasse pelo nome e agora está entre nós.

Disponível na Amazon.



Antologia Arquivos do Mal

Pelas ruas escuras de uma cidade que nunca dorme, algo caminha invisível. Nos locais históricos que compõem uma metrópole, algo se esconde inquieto. Por trás das janelas sem luz de construções conhecidas, algo – ou alguém – observa.

Entre contos e casos, os espíritos e demônios transitam pelas avenidas de São Paulo, junto dos passantes, misturando-se aos viventes. Suas histórias, terríveis, perduram e viajam no sopro da noite e forçam a cidade a nunca se esquecer de quem foram, ou talvez de quem ainda são: apenas almas perdidas, torturadas pelo inferno, tendo o mapa turístico de uma selva de pedra como único registro de onde, um dia, costumavam passar.

Quando o terror e a loucura se misturam com a realidade, somente os arquivos das tenebrosas histórias poderão revelar ao mundo os fatos como ocorreram, e não como foram imaginados. Uma investigação que busca respostas, mas que no fim chegará a apenas uma assombrosa conclusão: seja em um velho teatro, em um antigo cemitério ou em uma praça que um dia fora palco de execuções, o mal existe, e está à espreita de qualquer um que ouse desafiá-lo.

Disponível na Amazon.



Sangria: o último dia de outono

Um reino fadado a lutar durante todo o inverno, ano após ano contra uma maldição. Na véspera do evento mais sombrio do ano pessoas comuns são testadas ao extremo. O amor cresce no caos, inimigos estão lado a lado e guardar um segredo pode valer mil vidas. Guerreiros, magos, princesas e amaldiçoados: saberão que chegou ao fim, quando amar, quando lutar, quando acreditar não for o bastante. Até que ponto você consegue manter o bem em seu coração, diante da obscuridade de forças malignas?

Disponível no Sweek.


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