[Entrevista] Alessandra Morales



Alessandra Morales, mais conhecida como Lelê, gosta tanto de ler quanto de escrever, e ultimamente tem se aventurado mais do que nunca  no mundo das letras. Tem contos publicados em antologias, Amazon e Wattpad, além de administrar o blog e canal Tô Pensando em Ler. Recentemente organizou uma antologia de contos. Lelê falou ao Tomo Literário sobre seu trabalho, sobre o canal, inspiração, processo de escrita e dicas de livros e autores. Confira.

Tomo Literário: Como foi o início de sua jornada pelo meio literário?

Alessandra Morales: Bom, comecei como blogueira mesmo. Com o tempo, alguns autores começaram a me procurar para fazer leitura beta. Isso que me despertou a vontade de entender melhor o que se passa na cabeça de um autor, rsrs. Foi então que procurei um curso de Escrita Criativa.

A princípio não era para me tornar escritora, mas logo no primeiro dia de aula, percebi que haviam despertado um monstro que estava dentro de mim e eu nem sabia. Comecei a escrever feito louca. De verdade. Amo contos, e nem imaginava que eu sabia escrevê-los. Sempre achei magnífica a forma de contar uma história em um espaço curto. E foi assim.

Tomo Literário: Você tem contos publicados em antologias, entre elas Fantástica: Contos de Fantasia Protagonizados por Mulheres que foi lançado recentemente. Como surgiu a ideia do seu conto?

Alessandra Morales: Justamente surgiu logo após os cursos. Acontece que o curso Escrevivendo chegou ao fim, por isso os professores (Walter Tierno e Giullia Moon) convidaram alguns ex-alunos para escrever e publicar um livro. Para isso deveríamos ficar por cerca de dois meses mergulhados e imersos na fantasia. Todos juntos. Escrevendo e analisando os contos de todos.

A ideia de protagonistas mulheres é porque já existem inúmeros livros de fantasia com protagonistas masculinos. É muito difícil encontrar boas personagens  femininas e lutadoras, guerreiras, mágicas, engraçadas... Claro que elas existem, mas não são tão frequentes. E quando se fala em fantasia, o primeiro personagem que surge na mente do autor, é homem. A ideia do livro é justamente que as mulheres podem ocupar o lugar de qualquer homem e ser tão forte quanto. Não da mesma maneira, mas que pode sim representar a fantasia com toda a força.

Tomo Literário: Você organizou a antologia  Romances Fantásticos ao lado de Denis Ibañez. Como foi a experiência de tocar uma organização e selecionar contos para publicação?

Alessandra Morales: Menino, preciso de pelo menos um ano de férias desse negócio de organizar hahaha. Sério. É trabalhoso demais!!! Eu não imaginava que seria. Sempre pensei que era só ler, escolher os mais bacaninhas e pronto. Ledo engano. Porém, mesmo com todas as dificuldades e dores de cabeça, o resultado compensou. Ainda mais quando os contos começaram a chegar.

No início do projeto eu imaginei que seriam enviados contos de príncipes com príncipes; contos de fadas LGBT. Na verdade a ideia inicial era essa. Mas quando os contos começaram a chegar, a minha maior surpresa é que há contistas incríveis escondidos e que trazem nosso folclore para as páginas com uma excelência inimaginável.

No livro há boto, diabinho da garrafa, entre outros; mas há também bruxas, zumbis, lutadores. Tem de tudo pra todos os gostos. O livro ficou realmente fantástico. Estou muito orgulhosa dele!

Tomo Literário: Qual a sua visão sobre o uso da plataforma Wattpad para os escritores?

Alessandra Morales: Bom, eu não sou fã da plataforma. Sei que já surgiram grandes escritores dalí, até tenho 2 ou 3 contos publicados lá, mas ler ali nunca foi minha praia. Coloquei esses contos lá por insistência de amigos, mas nem entro lá pra ver como andam as coisas, rsrs. Acho mais legal o autor trabalhar no seu livro, e quando estiver pronto disponibilizá-lo na Amazon. Mesmo que seja de graça, ou bem baratinho. Prefiro o livro pronto e revisado mesmo.

Nada contra quem curte, mas tem ótimos e-books gratuitos e por preços baixíssimos já Amazon. #FicaADica hehehe

Tomo Literário: Vamos falar sobre o blog e canal Tô Pensando em Ler. Conte-nos um pouco sobre esse trabalho.

Alessandra Morales: É minha total bipolaridade. Juro que todo dia eu acordo dizendo que “chega disso”, meia hora depois estou amando e postando loucamente. Olho pra câmera e falo “não vou gravar mais nada”, aí recebo um comentário e corro pra frente da câmera de novo.
Ser blogueira não é fácil. É cansativo, exige uma paciência da qual eu nem sabia que tinha, mas é bom.

Comecei há seis anos e meio só pra compartilhar minhas leituras. Nem era no blogspot ainda. Naquela época era tudo mato (hahaha brincadeira), mas a verdade é que não existia esse negócio de parceria, e quando vi, as editoras estavam mandando livros pra minha casa. Claro que no início eu adorei e fiquei me sentindo TOP da internet. Mas o melhor de tudo mesmo foram os amigos que fiz. Pessoas que eu jamais conheceria se não fosse pelo blog.

Já viajei para outro estado e fiquei na casa de autora/leitora do blog. Já fui em eventos incríveis com amigas que conheci por causa do blog. Isso não tem preço. Vale qualquer esforço. Hoje não compartilho só as leituras, mas todo o meu tempo mesmo.

Tomo Literário: O que te inspira a escrever?

Alessandra Morales: Principalmente conversas alheias no ônibus e trem. Vou dar um exemplo: Eu estava num projeto do qual já estava tudo preparado e encaminhado. Bem, só que eu andei de trem numa manhã e escutei uma história muito escabrosa, do tipo Cidade Alerta total. Parecia que o Datena que estava contando aquilo. Voltei pra casa com aquela história na cabeça. A noite fui assistir um filme, desses tipo corujão. Pronto... liguei pro responsável do projeto e mandei cancelar minha história, já tinha outra em mente. Misturei os personagens que eu tinha com a violência que eu ouvi no trem e a trama do filme.

O que eu já percebi é que não adianta eu me programar para escrever nada. Nunca consigo.
É como uma dor de barriga, ela vem do nada e vai embora, e no dia seguinte a vida continua. O exemplo não foi bom, mas é bem isso mesmo.

Tomo Literário: Tem algum processo ou método para escrever, como um lugar preferido, horário ou coisas assim? Ou o processo é mais intuitivo?

Alessandra Morales: Sempre faço uma ficha completa do personagem. Nesse momento é como se eu tivesse dando vida a ele. Não só nome e idade, mas o que ele gosta de comer, onde ele gosta de passear... tudo mesmo. Acho que assim fica mais fácil de colocá-lo no papel e fazer com que ele seja convincente para o leitor.

Agora para escrever eu preciso de silêncio. A não ser que seja algo específico... Exemplo de novo: escrevi um conto com uma Drag Queen e na hora de escrever sua performance no palco, precisei colocar algumas músicas eletrônicas e fazer de conta que estava numa boate gay. Como se eu precisasse sentir a vibe da balada hahaha.

Tomo Literário: Está trabalhando em algum novo projeto literário? Pode nos falar sobre ele?

Alessandra Morales: Bom, tem esse que eu falei que mudei a história. Ainda não acabei e esse é meu foco no momento. Não pretendo lançar mais nenhum conto em antologias, pelo menos esse ano. Quero focar em um livro meu. Tenho uma história pronta e é bem bacana, mas não consegui parar para me dedicar a ela. Em 2018 quero realizar isso.

Claro que os contos no blog continuarão firmes e forte toda quarta-feira no blog. Isso não para não!

Tomo Literário: Que autores você recomenda ou quais autores influenciaram o seu trabalho como escritora?

Alessandra Morales: Tem uma autora que sempre que leio algo dela eu penso: “Caraca, queria escrever assim!”, que é a Ana Paula Maia. Não acho que ela recebe o valor que merece no Brasil, pois seus livros são traduzidos para vários países, mas aqui quase não se fala dela. Uma pena. Ela é sanguinária.

Outra que adoro e sempre recomendo é a Laura Malin, ela faz um trabalho de pesquisa tão incrível para escrever que parece que estou lendo um livro de História melhorado hehe.

Também gosto da maneira de descrever ambientes do Stephen King e da falta disso do Clive Barker.

Sem dúvida esses quatro são meus favoritos e minhas inspirações.

Tomo Literário: Que livros, de quaisquer gêneros, você indicaria aos leitores e de que maneira esses livros te tocam?

Alessandra Morales: Isso é uma pergunta complicada, não é mesmo seu Eudes?

Vou indicar dois:

ENTRE RINHAS DE CACHORROS E PORCOS ABATIDOS da Ana Paula Mais. Esse livro não é para qualquer um. Precisa ter estômago, mas a autora fala de pessoas que vivem à margem da sociedade, aquele tipo de pessoa que a gente mal repara; como o cara que limpa esgoto, ou o açougueiro que abate e fileta os porcos. Garanto que depois de ler este livro você nunca mais passará por um lixeiro sem olhar duas vezes.

AINDA NÃO TE DISSE NADA do Maurício Gomyde. Esse livro é tão perfeito! É um roteiro de cinema prontinho, daqueles filmes que fazem a gente sair suspirando da sala escura. Adoro essa história! Sei que o autor reescreveu e vai relançar com algumas mudanças, não vejo a hora de voltar para aquela trama!

Tomo Literário: Quer deixar algum comentário para os leitores?

Alessandra Morales: Escuto muita gente dizer por aí que não gosta de contos. Respeito a opinião de cada um, pois também tem gente que odeia calhamaços... Mas tanto para um, quanto para o outro eu recomendo que dêem uma chance.

Contos são ótimos, são rápidos, você não precisa devorar o livro de uma só vez. Pode ler um ou dois, deixar pra ler mais uma semana depois... você não precisa ficar presa no livro ;)

E agradecer todos que leram os livros e que estão sempre passando no blog pra me dar um oi. É só por vocês que eu não desisto de tudo. De verdade!

Conheça os livros da escritora

Fantástica: Contos de Fantasia Protagonizados por Mulheres

Elas são Fantásticas! São lindas, sábias, perigosas. Antigas, neófitas, eternas. Espertas, trapaceiras, cínicas. Fortes e engraçadas. Mas sempre mulheres. Elas são as protagonistas dos 23 contos deste livro, que passeiam em caminhos diversos, desde o do riso solto até o do medo de arrepiar os cabelos - sempre com a intensidade e o carisma de verdadeiras heroínas fantásticas. 

E você? O que está esperando? Abra o livro, e dê adeus à monotonia!

 
Demontale – As Matadoras do Submundo

Era uma vez...uma rainha muito má, que queria controlar todos os reinos dos contos de fadas. Cansada dos finais felizes — principalmente das bruxas e madrastas incompetentes — resolve fazer um pacto com o bom senhor das trevas, Mefisto, para conquistar o poder de Taleland. Porém, o dissimulado demônio começa a agir sozinho, possuindo o corpo dos príncipes e transformando-os em Generais das trevas a fim de trazer o submundo aos domínios. Bestas, espíritos e criaturas infernais, começaram a aterrorizar os contos de fadas e cabe às princesas derrotar as trevas e expulsar Mefisto do corpo de seus amados, para assim salvar todo o reino. O que será que vai acontecer nesta batalha épica, onde as mocinhas terão que se tornar verdadeiras guerreiras? Conte-nos vocês! Convocamos todas as princesas dos contos de fadas para embarcar nesta aventura! Peguem suas winchesters e seus kits contra as trevas! A caçada começa agora!

Contos Amargos

Se você estiver lendo esta sinopse, não compre este livro. Sério, o que você está fazendo com os Contos Amargos na mão? Devolva-o discretamente à estante e ande como quem não quer nada para a sessão infanto-juvenil, pegue alguma ficção científica ou o que quer que os jovens leiam hoje em dia e se esqueça dos Contos Amargos. Os autores garantem que esta seria a melhor decisão.

Por quê?

Bom, porque este livro vai quebrar o seu coração, caro leitor. Cada uma das histórias do Contos Amargos foi pensada para tocar as suas emoções de maneiras diferentes e inesquecíveis. Você vai rir, chorar, se apaixonar e se desesperar enquanto devora as páginas deste livro, e tudo isso para quê?

Não há finais felizes aqui, caro leitor, só um livro que vai te deixar com um gosto amargo de quero mais. Fuja. Nós avisamos.

Psicopatas – Contos de Uma Sociedade Secreta e Outros Distúrbios

O livro é organizado por Camilla Deus Dará e lançado pela Editora Young.

Toda sociedade têm seus segredos e todos os psicopatas uma história para contar, qual delas você quer descobrir primeiro?

Neste livro Alessandra Morales participa com o  conto Preciso de Um Lanche, que conta a história de um garotinho psicopata e o momento da descoberta do seu distúrbio.

Para Sempre Amigos

Quando o outro não entende os desajustes do mundo, ele não consegue diminuir as contradições. Ele não tem o desejo de mudar. A verdade é que tudo tem um fim.

Fiz amigos na faculdade, mas ficaram no quadro branco após a formatura. Fiz amigos na academia, mas ficaram nos halteres após o treino. Fiz amigos no emprego, mas permaneceram lá depois do expediente. Mas aprendi também que ninguém é amigo por acaso.

 

Os livros de Alessandra Morales podem ser adquiridos na Loja dos Pensadores.

Romances Fantásticos

Romance e fantasia. Quem não fica extasiado com esse tema? Duas vertentes diferentes, mas que neste livro se unem de uma forma a apaixonar o leitor por ambos os temas. Encantar o leitor foi o que moveu todos os autores. Cada um a sua maneira transferiu para as páginas desta antologia o que de mais belo e forte que tem dentro dos seus corações. Há magia, folclore, esperança, guerra, luta... tudo que amamos nos livros.

Disponível no site da Editoral Hope.

Vai Que É Sua Marieta

Vai que é sua Marieta é um e-book que está disponível na Amazon e conta a história de uma jovem do interior que é acostumada com o sossego da vida rural e repentinamente vê seu mundo virar de cabeça pra baixo quando ganha um sorteio de aniversário da sua cidade.

O prêmio é uma viagem cheia de surpresas para New York!

Disponível na Amazon.

 O Natal de Marieta

Marieta voltou à sua cidade e suas flores, mas agora tudo está diferente.

É Natal e ela precisa preparar a ceia e receber seu convidado.

Se ela achava que agora sua vida voltaria à normalidade total e nada de mais emocionante iria acontecer, enganou-se.

Disponível na Amazon.

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[Entrevista] Márcio Benjamin



Márcio Benjamin é autor dos livros Maldito Sertão e Fome. Desde os treze anos é envolvido com lápis e papel para contar histórias. Ele falou com o Tomo Literário sobre seus livros, indicações de obras, autores que o influenciaram e novos projetos. Leia a entrevista na íntegra.

Tomo Literário: Como foi o início de sua jornada pelo meio literário?

Márcio Benjamin: Comecei participando de coletâneas com a editora Andross, depois lancei meu próprio livro pela editora Jovens Escribas.

Tomo Literário: Maldito Sertão traz histórias baseadas no folclore e na literatura oral. Como surgiu a ideia do livro?

Márcio Benjamin: Na verdade essas histórias já fazem parte da minha vida. Eu tive uma avó muito mágica e mentirosa (risos) que me contava altas histórias de assombração, as quais já contava pro meu pai, e assim o gosto foi se intensificando até hoje!

Tomo Literário: Quais foram os maiores desafios para fazer a obra?

Márcio Benjamin: A segurança de assumir a linguagem oral na escrita. Fiquei inseguro que funcionasse tanto quanto está funcionando.

Tomo Literário: E como foi o processo de escrever o livro Fome, que também é ambientado no nordeste brasileiro?

Márcio Benjamin: Nesse caso juntei a fome com a vontade de comer. Badum tsss! Ok, foi péssimo. Mas sério, tentei utilizar a mesma linguagem do Maldito Sertão dessa vez com um romance, e procurei ser o mais ágil possível, pois não tinha experiência com esse estilo. Sempre gostei muito de zumbis, aí procurei reler a questão da seca com esses monstros maravilhosos, uma grande pitada de candomblé...Aí fui juntando um pouco daqui, inventando um pouco dali, e surgiu!

Tomo Literário: Sei que está vindo por aí o livro Narrativas do Medo 2 em que você participa ao lado de outros autores. Quais as expectativas para o lançamento do livro?

Márcio Benjamin: Nossa, as melhores possíveis! Ser convidado pra o primeiro foi uma grande honra e me senti extremamente satisfeito com o resultado! É realmente um livro que vai fazer história pois contou com um apanhado do que melhor está sendo feito no terror nacional hoje, com histórias muito bem escritas e diversas. Pra o número dois, a coisa vai melhorar ainda mais porque tem ainda mais gente legal!

Tomo Literário: O que te inspira a escrever?

Márcio Benjamin: As histórias que me contam. Sempre!

Tomo Literário: Está trabalhando em algum novo projeto literário? Pode nos falar sobre ele?

Márcio Benjamin: Vários. No momento escrevo o conto pra o Narrativas do medo 2, mas ainda é surpresa, só posso adiantar que se passa no nordeste (ô novidade...risos), e que trata da relação bem peculiar de uma mãe com sua filha, que é obrigada a fazer coisas terríveis dada a miséria. Ao mesmo tempo escrevo “A procissão”, que é a continuação de Fome. E tem outros caminhando que ainda não podem ser revelados, mas digamos que em breve vamos alcançar, atingir outro tipo de mídia...(risos e mais risos).

Tomo Literário: Que autores você recomenda ou quais autores influenciaram o seu trabalho como escritor?

Márcio Benjamin: Eita, são vários: Gabriel García Márquez, Marina Colasanti, Ray Bradbury, Júlio Cortázar, Maria Valéria Rezende, Sheyla Smanioto, no terror nacional, toda a turma do narrativas e ainda M.R. Terci, que eu acho foda! Não vou nem citar Stephen King porque nem precisa, né?

Tomo Literário: Que livros, de quaisquer gêneros, você indicaria aos leitores e de que maneira esses livros te tocam?

Márcio Benjamin: Danou-se! Como escolher? (risos) Sombras da noite e o Cemitério, de Stephen King, que me levaram aos primeiros passos do terror. Qualquer coisa de Caio Fernando Abreu, que me ensinou que escrever simples não significa ser simplório. Qualquer coisa de Júlio Cortázar, que me ensinou que nem tudo deve ser explicado. E mais inúmeros outros que ainda estão a serem descobertos.

Tomo Literário: Quer deixar algum comentário para os leitores?

Márcio Benjamin: Leiam como se a sua vida dependesse disso! E olha que depende, viu?

Saiba um pouco mais sobre o autor

Márcio Benjamin Costa Ribeiro, um natalense do Estado do Rio Grande do Norte, tem 37 anos, trabalha como advogado, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e costuma apresentar-se como um escravo das letras. Desde os treze anos é metido com lápis e papéis, tentando mostrar aos outros um pouco do que se passa em sua cabeça. Participante usual de antologias de terror (Noctâmbulos, Caminhos do Medo, pela Editora Andross), também já fez muita gente rir com suas peças de teatro (Hippie-Drive, Flores de Plástico, Ultraje).Tenta tornar público seus contos exibidos com uma certa freqüência no site www.umanjopornografico.blogspot.com. Maldito Sertão foi o seu primeiro livro, de contos. Lançado em 2012 pela Editora Jovens Escribas, foi considerado um dos melhores de 2012 e 2013 pelo Troféu Cultura Potiguar e quadrinizado pelo coletivo Quadro 9, rezando a lenda que conhecerá a tela grande do cinema. Em 2015 foi lançada a segunda edição com mais contos.

Em 2016, foi convidado pela Universidade de Sorbonne, tendo exposto seu trabalho em Paris, na referida universidade, bem como participado do Salão do Livro na capital francesa.

Ainda no mesmo ano lançou o seu primeiro romance, Fome, o qual concorreu ao Prêmio da Biblioteca Nacional como melhor Romance Juvenil de 2016.

Em 2017, teve um dos contos do Maldito Sertão, "Casa de Fazenda", traduzido para o espanhol e composto a coletânea "Literatura Brasilis", e lançado na XXVI Feira do Livro em Havana, Cuba.

Conheça os livros de Márcio Benjamin

Maldito Sertão

Alma viva não seria capaz de desenvolver a um adulto barbado a crença em criaturas esquecidas na primeira infância. O diabo peludo, o lobisomem, a mula sem cabeça, tudo isso era coisa de criança, perdida no amadurecer enrugado da face, e então Benjamim sopra novamente vida a esses seres, vida e medo.





Fome

Em seu novo livro, “Fome”, Márcio segue a linha do terror e mantém o nordeste brasileiro como cenário para sua ficção. Porém, desta vez, escolheu o monstro mais querido da cultura pop, os mortos vivos conhecidos como zumbis e o situou numa cidadezinha interiorana que está passando por uma cruel e prolongada seca. Sobre a história do livro, o filósofo Pablo Capistrano escreveu em sua orelha: “Com uma narrativa simples e direta, bastante teatral e cênica, o criador dessa história atravessa o horizonte do sertão, o grande tropo da literatura brasileira no século XX, com imagens rápidas de hordas de flagelados aos farrapos se arrastando em busca de comida, contaminados de uma desconcertante pulsão que mesmo na morte os move em sua fome sem fim. Pois como o próprio autor coloca na boca de um de seus personagens: “pra que pressa, mãe, se as arribaçãs rasgam o céu como se soubessem que vamos todos morrer?”. 

Sobre as compras, estas podem ser feitas diretamente com o autor (entrega pra todo o Brasil, com frete e autógrafo grátis). 

O livro Narrativas do Medo pode ser adquirido na Travessa.


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